#10. VACINAÇÃO CONTRA COVID-19: Orientações do MS para realização da Campanha Nacional

Atualização: 18/01/2021



Em 18 de janeiro de 2021, o Ministério da Saúde (MS) publicou a atualização da Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19. Vou disponibilizar abaixo o arquivo para download, mas recomendo que sempre olhe o site do Ministério da Saúde para mais informações.


Nesta breve postagem, vou apenas colocar os pontos mais importantes para a quem me acompanha no Blog.


A campanha teve início em 17 de janeiro de 2020, com a vacinação da primeira brasileira em São Paulo. O Estado de São Paulo também foi o primeiro a registrar os primeiros casos e óbitos confirmados por COVID-19 e foi justo começar por lá, representando os profissionais de saúde. Fiquei muito orgulho e com esperança de que teremos um fim breve para essa chaga.


Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19


Objetivos gerais


  • Redução da morbimortalidade causada pelo novo coronavírus

  • Manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde

  • Manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de segurança


Objetivos específicos


Vacinação de grupos prioritários, segundo relação abaixo:


Grupo de profissionais de linha de frente para manutenção dos serviços


São os profissionais que atuam em áreas de suporte à saúde e segurança da população em setores que não podem sofrer interrupção.

  • Trabalhadores da saúde: são todos que trabalham na assistência e envolve não somente os profissionais de saúde, mas também a área administrativa, segurança, limpeza etc.

  • Forças de Segurança

  • Forças de Salvamento

  • Forças Armadas

  • Funcionários do sistema de privação de liberdade

Grupo de pessoas em situação de vulnerabilidade pessoal


São as pessoas que apresentam maior risco de apresentar formas graves e evoluir para óbito.

  • Pessoas Idosas: com 60 anos ou mais de idade, independente de ter condições crônicas associadas.

  • Pessoas com deficiência: pessoas em que condições de mobilidade e autocuidado propiciam risco de agravamento.

Grupo de pessoas em situação de vulnerabilidade institucional


São pessoas que apresentam risco de infecção com agravamento e que estão em áreas remotas com dificuldade logística de remoção.

  • Povos e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e população ribeirinha: vivendo em terras indígenas em conformidade com os cenários de disponibilidade da vacina, em regiões de difícil acesso e/ou proteção.

  • População privada de liberdade: são populações que recebem visitas frequentes de parentes, advogados e tem contato com trabalhadores. Sua condição em áreas com problemas de ventilação propicia a transmissão de doenças respiratórias.

Grupo de pessoas em situação de vulnerabilidade social

  • Pessoas em situação de rua: são pessoas que não possuem suporte social e que a infecção acarreta risco de agravamento e pressão social nos serviços de atenção, resultando em maior número de profissionais dedicados, pela falta de familiares e amigos.

População prioritária


Até 18 de janeiro de 2021, o Brasil contava com apenas 6 milhões de doses da vacina CORONAVAC, produzida pela empresa Chinesa SINOVAC em parceria com o Instituto Butantan do Estado de São Paulo.

Um pouco de história:
O Instituto Butantan, foi criado em 27 de fevereiro de 1901, por meio do Decreto Estadual nº.878, pelo então Governador do estado de São Paulo, Francisco Rodrigues Alves. Inicialmente era Fundação do Instituto Serumtherapico, cujo primeiro diretor foi Adolfo Lutz.

Este quantitativo de doses deve ser utilizado para duas doses. Portanto, esse quantitativo inicial permite a vacinação de 3 milhões de pessoas do grupo prioritário. No entanto, considerando a perda operacional (quebrar o frasco, abrir e perder a validade em locais de difícil acesso e tempo para vacinação, furtos, roubos etc.), será possível vacinar 2,8 milhões de pessoas prioritariamente, segundo o Anexo 2 da Nota Técnica:


Descrição dos grupos prioritários e recomendações para vacinação


Nesta tabela, você poderá verificar se está entre a população prioritária, o que o Ministério da Saúde define como população e quais são as recomendações adicionais.

Atenção! o intervalo recomendado é de 2 a 4 semanas entre a primeira e segunda doses e deve ser estimada uma dose e outra


Vigilância epidemiológica e monitoramento


  • Para o registro dos vacinados, será preciso apresentar documento de identidade com CPF para elaboração do Cartão Nacional de Vacinação.

Salas conectadas e informatizadas (online)


Os registros das doses aplicadas serão no:

  • Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (Novo SI-PNI - online); ou

  • Sistema próprio que interopere com ele, por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Observação: Isso significa que os Estados podem ter sistemas próprios que por meio do barramento será possível realizar a interoperabilidade dos bancos de dados.


Salas desconectadas e informatizadas (off-line)


Salas de vacina sem conectividade com a internet que funcionam no âmbito da Atenção Primária da Saúde (APS), os registros das doses aplicadas poderão ser feitos no:


  • Sistema e-SUS AB, por meio da Coleta de Dados Simplificada - modalidade CDS

Salas desconectadas e não informatizadas


As salas de vacina que ainda não estiverem informatizadas ou situações em que estiverem fazendo vacinação volante, fora da área da unidade, vão realizar os registros nominais e individuais em formulários para serem digitados posteriormente no SI-PNI.


O formulário contém as dez variáveis mínimas padronizadas, a saber:


  1. CNES - Estabelecimento de Saúde: qual unidade de saúde está vinculado o cidadão, para que seja possível localizá-lo novamente e acompanhar a produção do que recebeu e o que aplicou. Essa informação é importante para a epidemiologia e gestão.

  2. CPF/CNS do vacinado: a identificação do cidadão, com esse número e o dado estando nos servidores centrais, em salas conectadas será possível checar se já foi ou não vacinado.

  3. Data de nascimento: para cálculo da idade e também para compor a chave primária e interoperabilidade das bases de dados, caso seja preciso realizar o linkage (relacionamento entre bases de dados).

  4. Nome da mãe: checar a identidade e também quando iniciar a vacinação de menores. Também para compor a chave primária e interoperabilidade das bases de dados, caso seja preciso realizar o linkage (relacionamento entre bases de dados).

  5. Sexo: também para compor a chave primária e interoperabilidade das bases de dados, caso seja preciso realizar o linkage (relacionamento entre bases de dados).

  6. Grupo prioritário: estabelecido na tabela acima para acompanhamento da operação

  7. Data da vacinação: para acompanhar a performance da vacinação

  8. Nome da Vacina/fabricante: teremos várias tecnologias diferentes e devemos evitar a combinação de tecnologias até que tenhamos segurança e eficácia (exemplo: Fiocruz + Sputnik)

  9. Tipo de Dose: se foi a primeira ou segunda dose

  10. Lote/validade da vacina: dados da vacina caso apresente reações adversas ou queixas técnicas referentes a problemas com o lote de vacina.

Com o objetivo de facilitar a identificação do cidadão durante o processo de vacinação, o SI-PNI possibilitará utilizar o QR-Code que pode ser gerado pelo próprio cidadão no Aplicativo ConecteSUS.


https://conectesus-paciente.saude.gov.br/

PAINEL DE VACINAS


O Vacinômetro é um serviço que funciona há várias décadas no Ministério da Saúde, onde o cidadão pode acompanhar. Nessa nova versão, será é possível obter algumas informações.


Os serviços estão agregados no Link https://localizasus.saude.gov.br/



Caso seja de seu interesse, faça o download do documento na íntegra.

Informe_Técnico_Vacina_COVID-19
.pdf
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