#13. COVID-19: qual o tempo máximo entre a 1ª e 2ª dose da vacina?



Balanço do desenvolvimento: relatório da OMS de 22 de janeiro


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 22 de janeiro de 2021, temos:


Total de vacinas em desenvolvimento: 237
Total de vacinas em fase clínica (em humanos): 64
Total de vacinas em fase pré-clínica (em células ou animais): 173

Plataformas tecnológicas


Das 64 vacinas em fase clínica, segundo as plataformas tecnológicas de desenvolvimento, são nove tecnologias diferentes, segundo a relação abaixo:


  1. 31% (20 vacinas) - Subunidade de proteínas

  2. 16% (10 vacinas) - Vetor viral não replicante

  3. 13% (08 vacinas) - DNA

  4. 14% (09 vacinas) - Vírus Inativado

  5. 11% (07 vacinas) - RNA

  6. 06% (04 vacinas) - Vetor viral replicante

  7. 03% (02 vacinas) - Partícula similar ao vírus

  8. 02% (01 vacina) - Vírus vivo atenuado

  9. 02% (01 vacina) - Vetor viral replicante com célula apresentadora de antígeno

Total: 64 vacinas


Via de administração


83% (53 vacinas) são injetáveis

75% são intramuscular

05% são intradérmicas

03% são subcutâneas

05% (03 vacinas) são orais

13% (08 vacinas) não tem informação


Número de doses e intervalo


58% (38) das vacinas são 2 doses

Intervalo entre a primeira e segunda dose

28 dias - 17 vacinas

21 dias - 16 vacinas

05 dias - 05 vacinas


19% (12) das vacinas precisam de apenas 1 dose


Debate internacional


De modo geral, a maioria dos estudos indicam a necessidade de duas doses para proteção máxima, sendo o intervalo de 14 a 28 dias, a depender da tecnologia e testes, o tempo ideal


Reino Unido


A segunda dose de vacina contra COVID-19 deve ser administrada, 3 semanas após a primeira dose. No entanto, dada a escassez da vacina, o Reino Unido está adiando a segunda dose para que mais pessoas possam receber a primeira dose mais cedo. As autoridades consideram que um atraso de até 12 semanas não afeta a eficácia das vacinas.


No estudo da vacina Oxford do Reino Unido, 59% dos participantes que receberam duas doses padrão receberam a segunda dose entre nove e 12 semanas após a primeira. Enquanto isso, no estudo do Brasil, 18,6% receberam a segunda dose entre nove e 12 semanas após a primeira.


Os resultados do ensaio combinado provisório, publicados no Lancet , descobriram que a eficácia da vacina 14 dias após uma segunda dose foi maior no grupo que teve mais de seis semanas entre as duas doses (65,4%) do que no grupo que teve menos de seis semanas entre doses (53,4%).


Ao contrário dos testes da vacina Oxford, no entanto, o teste da vacina Pfizer não testou intervalos de dosagem diferentes, com todos os participantes recebendo sua segunda dose 21 dias após a primeira. Resultados publicados no New England Journal of Medicine relataram que a eficácia da vacina entre a primeira e a segunda doses foi de 52%, no entanto, a Pfizer enfatizou que não há evidência de eficácia para a primeira dose após 21 dias.


Brasil - dados da OMS


Segundo a OMS, considerando as vacinas candidatas para entrarem no mercado nacional, além da Sinovac já iniciada e da AstraZeneca que começa na próxima semana, temos a Sputnik V e Janssen.


Reflexões e comentários


Segundo os estudos divulgados pela Anvisa, a eficácia da vacina CoronaVac no Brasil de 78% é referente à proteção gerada pela combinação das duas doses da vacina, bem como a imunização total para casos graves com internação e óbitos. Isso significa que tomar apenas uma dose da vacina não irá gerar a proteção anunciada.


Apesar de saber que apenas uma dose da vacina não gera proteção anunciada. Pelo que li de artigos e modelos, acredito que vacinar dezenas de milhões de pessoas e fazer com que mais indivíduos recebam a primeira dose o quanto antes e fazer com que essas pessoas saiam de 0% (zero) de proteção para algo em torno de 40 a 80% a depender da vacina. Seria possível salvar mais vidas do que dar exatamente o mesmo número de doses para pessoas que ficarão de 78% a 95% imunes com a segunda dose. Mas é preciso lembrar que para se ter imunidade duradoura, é preciso tomar as duas doses.


O limite máximo para o intervalo de tempo entre as doses da vacina da Pfizer não está explicitamente definido, mas a comprovação da eficácia é baseada em um estudo em que as doses foram administradas com intervalo de 19 a 42 dias. A administração da segunda dose após um intervalo de seis meses, por exemplo, não estaria de acordo com os regulamentos e exigiria uma alteração da autorização e mais dados clínicos, disse a agência internacional.


No plano do Brasil o MS está recomendando as duas doses de vacina.


Fonte:























1. A variante de preocupação (COV) B.1.1.7 parece ter aumentado substancialmente a transmissibilidade em comparação com outras variantes e cresceu rapidamente para se tornar a variante dominante em grande parte do Reino Unido. 2. A avaliação inicial por PHE da gravidade da doença através de um estudo de caso-controle pareado relatou nenhuma diferença significativa no risco de hospitalização ou morte em pessoas infectadas com infecção B.1.1.7 confirmada versus infecção com outras variantes. [1] 3. Várias novas análises são, no entanto, consistentes em relatar o aumento da gravidade da doença em pessoas infectadas com VOC B.1.1.7 em comparação com pessoas infectadas com variantes do vírus não VOC. 4. Houve várias análises independentes de casos de SGTF e não SGTF identificados por meio de testes do Pilar 2 vinculados à lista de linha de óbitos do PHE COVID-19: uma. LSHTM: relatou que o risco relativo de morte dentro de 28 dias do teste para indivíduos infectados por VOC em comparação com os não VOC foi de 1,35 (IC 95% 1,08-1,68). b. Imperial College London: a proporção média de CFR para indivíduos infectados por VOC em comparação com não VOC foi de 1,36 (IC 95% 1,18-1,56) por um método de ponderação de caso-controle, 1,29 (IC 95% 1,07-1,54) por um método CFR padronizado . c. Universidade de Exeter: a taxa de risco de mortalidade para indivíduos infectados por COV em comparação com não COV foi de 1,91 (1,35 - 2,71). d. Essas análises foram todas ajustadas de várias maneiras para idade, local, tempo e outras variáveis. 5. Uma análise de coorte compatível com PHE atualizada relatou uma taxa de risco de morte para indivíduos infectados por VOC em comparação com os não VOC de 1,65 (IC 95% 1,21-2,25). 6. Existem várias limitações para esses conjuntos de dados, incluindo representatividade dos dados de morte (<10% de todas as mortes estão incluídas em alguns conjuntos de dados), poder, vieses potenciais na determinação do caso e configuração da transmissão. 7. Com base nessas análises, há uma possibilidade realista de que a infecção por VOC B.1.1.7 esteja associada a um risco aumentado de morte em comparação com a infecção por vírus não VOC. 8. Deve-se notar que o risco absoluto de morte por infecção permanece baixo. 9. Uma análise dos dados CO-CIN não identificou um risco aumentado de morte em casos de COV B.1.1.7 hospitalizados. No entanto, o aumento da gravidade pode não ser necessariamente refletido pelo aumento do risco de morte no hospital. 10. Como o intervalo de tempo entre a infecção e a hospitalização e a morte é relativamente longo, os dados se acumularão nas próximas semanas, quando as análises se tornarão mais definitivas.

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