#20. COVID19: A VOLTA DO QUE NÃO FOI



Ontem, 26 de março de 2021, atingimos a triste marca de 3.650 registros de óbitos de COVID-19 atualizados em 24 horas.


O primeiro óbito por COVID-19 no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, ocorreu em 12 de março de 2020. Desde então, o Brasil vem se posicionando entre os países com o maior volume diário de mortes. Nos últimos 30 dias o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar de mortes diárias, seguido dos EUA e México.

É possível observar o quanto o Brasil está em ascensão de óbitos, ultrapassando os EUA pela primeira vez em 9 de março de 2021.


COVID-19: Média contínua de 7 dias de mortes por entre os 10 países com mais mortes desde o início da Pandemia em 2020 de 26/02 a 26/03/2021


Observe que este novo ciclo iniciado no final de 2020 ainda está em curso para cima.


COVID-19: Média contínua de 7 dias de mortes por entre os 10 países com mais mortes desde o início da Pandemia em 2020 até 26 de março de 2021


Segundo a Universidade de Washington, o Brasil deverá atingir o ponto máximo deste ciclo em 4 de abril e iniciar a queda até 7 de junho, quando outro ciclo deverá ser iniciado.

Este padrão corrobora com o período do inverno e irá coincidir com o inverno no sul/sudeste. Este é o período que historicamente temos o maior volume de casos e também foi assim em 2020 para COVID-19.


Segundo o InfoGripe da Fiocruz, em 2018 e 2019 tivemos as maiores taxas de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave entre 28 de março de 8 de agosto.

Este padrão é motivado principalmente pela região Sul e Sudeste. O Rio Grande do Sul poderá vivenciar uma nova situação crítica a partir de 25 de maio, caso a população não faça adesão às medidas restritivas e uso de máscaras.

Pelas projeções o Estado de São Paulo deverá apresentar um padrão menos crítico que o Rio Grande do Sul em diversos cenários.

O Distrito Federal possui um padrão mais errático de transmissão respiratória. Atingindo seu ponto mais alto em 3 de abril.

No entanto, essas projeções podem cair por terra a depender do padrão epidemiológico com essas novas linhagens que estão se tornando cada vez mais prevalentes.


Só há uma maneira de impedir esse cenário se tornar real e ainda há tempo:


Fontes:

https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/

https://covid.saude.gov.br/

https://covid19.healthdata.org/brazil/rio-grande-do-sul?view=daily-deaths&tab=trend

https://ourworldindata.org

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