COVID-19: distanciamento físico e mascaras funcionam mesmo?

O estudo constatou que o maior distanciamento físico de uma pessoa exposta reduz significativamente o risco de transmissão, e que as máscaras N95, principalmente para os profissionais de saúde, são mais eficazes do que outras coberturas faciais.


Uma subanálise de 29 estudos não ajustados e nove estudos ajustados constatou que o risco absoluto de infecção estando próximo de uma pessoa exposta foi de 12,8% a um metro e 2,6% a dois metros. O risco permaneceu constante, mesmo quando os seis estudos da Covid-19 desta subanálise foram isolados, e independentemente de estar em uma unidade de saúde ou não. Cada metro a mais de distância resultou em o dobro do risco relativo (P = 0,041).



O estudo também identificou o que Dr. Derek e colaboradores caracterizaram como uma "grande redução" do risco de infecção com o uso de máscaras N95 ou similares, com um risco ajustado de infecção de 3,1% vs. 17,4 % com ou sem cobertura facial, respectivamente. Os pesquisadores também encontraram uma associação mais forte nas unidades de saúde vs. fora das unidades de saúde, com um risco relativo de 0,3 vs. 0,56, respectivamente (P = 0,049). O efeito protetor da N95 ou de máscaras similares foi maior do que o das outras máscaras, com razão de chances (OR, sigla do inglês, odds ratio) ajustada de 0,04 vs. 0,33 (P = 0,09).


Artigo da Lancet

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