Evolução e disseminação epidêmica da SARS-CoV-2 no Brasil




Resumo:


  • Atualmente, o Brasil tem uma das epidemias de SARS-CoV-2 de mais rápido crescimento no mundo.

  • Devido aos limitados dados disponíveis, as avaliações do impacto de intervenções não farmacêuticas (NPIs) na disseminação de vírus continuam desafiadoras.

  • Usando um modelo de transmissão orientado à mobilidade, mostramos que os NPIs reduziram o número de reprodução de > 3 para 1–1,6 em São Paulo e no Rio de Janeiro.

  • O seqüenciamento de 427 novos genomas e a análise de um conjunto de dados genômicos geograficamente representativos identificaram > 100 introduções internacionais de vírus no Brasil.0

  • Estimamos que a maioria (76%) das cepas brasileiras caiu em três categorias introduzidas na Europa entre 22 de fevereiro e 11 de março de 2020.

  • Durante a fase inicial da epidemia, descobrimos que o SARS-CoV-2 se espalhava principalmente nas fronteiras locais e dentro do estado.

  • Após esse período, apesar das fortes quedas nas viagens aéreas, estimamos várias exportações de grandes centros urbanos que coincidiram com um aumento de 25% na distância média percorrida em vôos nacionais.


Este estudo lança uma nova luz sobre a transmissão epidêmica e as trajetórias evolutivas das linhagens de SARS-CoV-2 no Brasil e fornece evidências de que as intervenções atuais permanecem insuficientes para manter a transmissão do vírus sob controle no país.

Acesse aqui o link do estudo



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