INDICADORES DE ALERTA PARA COVID-19

Atualizado: 14 de jun.



Introdução

Os primeiros casos e óbitos confirmados de COVID-19 no Brasil foram registrados em 26 de fevereiro e 17 de março de 2020, respectivamente, no Estado de São Paulo. Naquela ocasião, o Ministério da Saúde havia estabelecido três níveis de resposta, conforme publicado no Boletim Epidemiológico do Centro de Operações de Emergência nº 01, publicado em 3 de fevereiro de 2020, sendo o Nível de Alerta, Nível de Perigo Iminente e Nível de Emergência (1).


Cada nível de resposta é baseado na avaliação do risco da Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) afetar o Brasil e o seu respectivo impacto na saúde pública. Questões importantes são consideradas nessa avaliação:

  • Transmissibilidade da doença, como seu modo de transmissão, eficácia da transmissão entre reservatórios para humanos ou humano para humano, capacidade de sustentar o nível da comunidade e surtos;

  • Propagação geográfica de variantes e subvariantes do SARS-CoV-2 entre humanos, animais, como a distribuição global das áreas afetadas, o volume de comércio e viagens entre as áreas afetadas e outras unidades federadas;

  • Gravidade clínica da doença, COVID-Longa, como complicações graves, internações e mortes;

  • Vulnerabilidade da população, incluindo imunidade pré-existente, grupos alvo com maiores taxas de ataque ou maior risco de graves doenças;

  • Disponibilidade de medidas preventivas, como vacinas, medidas não farmacológicas (uso de máscaras) e possíveis tratamentos; e

  • Recomendações da Organização Mundial da Saúde e evidências científicas publicadas em revistas científicas.


Níveis de resposta em saúde pública

​NÍVEL DE RESPOSTA

​CONDIÇÕES

​Alerta

Incidência da semana epidemiológica mantida ABAIXO da média semanal de referência, calculada a partir das semanas epidemiológicas 35 a 45 do ano de 2021.

​Perigo Iminente

Incidência da semana epidemiológica ENTRE a média semanal de referência de 2021 e 2020, calculada a partir das semanas epidemiológicas 35 a 45.

Emergência de Saúde Pública

Incidência da semana epidemiológica mantida ACIMA da média semanal de referência, por duas ou mais semanas epidemiológicas consecutivas, calculada a partir das SE 35 a 45 do ano de 2020.


a) Variantes novas sem transmissão sustentada: ações de contenção

b) Variantes já em circulação: ações de mitigação

Sugestão de ações para enfrentamento em cada nível de resposta

NÍVEL DE RESPOSTA

​AÇÕES

Alerta

  • Campanhas de educação em saúde para uso de máscaras, ambiente ventilado e higienização das mãos​

  • Monitoramento do perfil viral na vigilância sentinela ampliada de Síndrome Gripal e SRAG

  • Monitoramento da tendência da incidência de casos leves e notificação de SRAG

​Perigo Iminente

​Incluir:

  • Recomendar uso de máscaras

  • Ações para ampliar a cobertura vacinal

​Emergência em Saúde Pública

​Incluir:

  • Uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados, públicos e privados

  • Promover testagem ampliada


EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA
situação que demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública

Política Nacional de Vigilância em Saúde - Resolução nº 588, de 12 de julho de 2018
https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/36469447/do1-2018-08-13-resolucao-n-588-de-12-de-julho-de-2018-36469431 


POP NÍVEL DE RISCO | Procedimento Operacional Padronizado


Objetivo:
calcular a média de referência para cada Unidade Federada
Fontes:
Etapas:

  • 1º) Entre no Painel MonitoraCovid-19 da Fundação Oswaldo Cruz

  • 2º) No menu selecione <CASOS E ÓBITOS> --> <DIÁRIOS>

  • 3º) Na caixa de seleção da Unidade Geográfica, coloque a sua Unidade Federada. Obs.: não selecione a média móvel, deixe desmarcada.

4º) Clique no botão para fazer o download da sua base de dados de casos diários.

5º) Transforme o texto em colunas com a função na aba <DADOS> do Excel e selecione a opção <VÍRGULA>.


6) Calcule a semana epidemiológica conforme figura e fórmulas abaixo

7) Transforme o valor numérico em texto

8) Crie coluna e digite o ano epidemiológico, com base nas datas de referência disponíveis no Portal SINAN http://portalsinan.saude.gov.br/calendario-epidemiologico

9) Calcule as médias das Semanas Epidemiológicas 35 a 45 de 2020 e 2021.

10) Arredonde os valores para cima, visando dar uma margem melhor de parâmetros

11) Elabore uma tabela conforme o modelo abaixo

12) Crie um gráfico no Excel com a sua Unidade Federada (Estado, Distrito Federal ou Município) como no exemplo abaixo e use esta referência para adotar medidas adequadas a cada cenário.

Nos dois anos anteriores à Pandemia de COVID-19, a semana epidemiológica 23 marcou o período "médio" da curva de casos. Com a COVID-19 em 2022, possivelmente podemos estar começando a observar um "tendência" de padronização da circulação. Como estamos vendo, há uma competição entre os diversos vírus respiratórios (SARS-CoV, Influenza, VSR, Metapneumovírus, Rionovírus etc) pelos hospedeiros. Em 2022, esta competição se apresenta muito mais evidente que nos anos de 2020 e 2021, onde as variantes de SARS-CoV2 eram predominantes.

Nos dois anos anteriores à Pandemia de COVID-19, a semana epidemiológica 23 marcou o período "médio" da curva de casos. Com a COVID-19 em 2022, possivelmente podemos estar começando a observar um "tendência" de padronização da circulação. Como estamos vendo, há uma competição entre os diversos vírus respiratórios (SARS-CoV, Influenza, VSR, Metapneumovírus, Rionovírus etc) pelos hospedeiros. Em 2022, esta competição se apresenta muito mais evidente que nos anos de 2020 e 2021, onde as variantes de SARS-CoV2 eram predominantes. Veja o exemplo comparativo entre as curvas de SRAG em 2018 e 2019 e a ocorrência de COVID-19 no Rio Grande do Sul. As semelhanças de padrão são muito grandes.


REGIÃO CENTRO-OESTE



REGIÃO SUL


REGIÃO SUDESTE


REGIÃO NORDESTE

REGIÃO NORTE

COMPARAÇÃO COM OUTROS PAÍSES






Faça o download da planilha e use como referência. A partir deste ponto, é só atualizar os números semanalmente.

atualização em 14/06/2022 - 13h

2022-06-11 - www.epidemiologista.org - COVID-BR - CASO E ÓBITOS POR SE
.xlsx
Download XLSX • 854KB


Referências:

  1. Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico do Centro de Operações de Emergência nº 01 de 3 de fevereiro de 2020. https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/boletins-epidemiologicos/covid-19/2020/boletim-epidemiologico-no-1-boletim-coe-coronavirus.pdf/view.

  2. BRASIL. Lei 8080 de 19 de Setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União 1990


Elaboração:


Dra. Ethel Maciel - Epidemiologista

Dra. Soraya Smaili - Pesquisadora

Dr. Wanderson Oliveira - Epidemiologista


Inciativa em parceria com o Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência - SoU_Ciência da Unifesp


Leia a matéria no link abaixo

https://souciencia.unifesp.br/


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